Vítimas de acidentes de trânsito aumentam durante festas de fim de ano

As principais causas dos acidentes são: imprudência dos motoristas, excesso de velocidade, embriaguez ao volante, dentre outros problemas.

Em meio ao estresse e a empolgação das compras do final do ano e os preparativos para as viagens de férias, a tendência é que as pessoas fiquem mais desatentas com a sinalização de trânsito, além de esquecerem regras básicas para o trânsito em vias públicas. Os acidentes de trânsito são considerados uma das principais causas de morte no País. Quando não há ocorrência de vítimas fatais, podem provocar também inúmeros traumatismos, fraturas ósseas e problemas em órgãos vitais, como cérebro, coração e pulmões.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana, 6% são por questões relacionadas à estrada e 4% por falhas mecânicas. No que tange aos motoristas, os principais problemas são a questão da embriaguez alcoólica ao dirigir, a imprudência (quando alguma regra é conscientemente quebrada), negligência (quando não há cuidado no cumprimento das normas), ou ainda falta da habilidade necessária à condução do veículo, sem contar que muitos brasileiros ainda insistem em não fazer o uso do cinto de segurança.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os acidentes ocorrem em sua maioria durante o dia (60%) e em vias retas (80%).  Numa tentativa de evitar que maiores problemas de saúde aconteçam em decorrência de acidentes, antes de sair de casa, as pessoas já devem traçar o próprio itinerário, sempre procurando caminhos alternativos e ruas menos movimentadas. Também é importante sair de casa cedo, para que o percurso seja realizado sem pressa. “Nessa época, em que o número de festas e comemorações costuma ser maior, também é importante lembrar que não se deve ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir. Fazer um revezamento entre motoristas que vão ou não beber e utilizar táxis ou transporte coletivo”, recomenda o Dr. Ricardo Cordeiro de Almeida, Ortopedista e Traumatologista da Cotef, em Itabuna. 

Fim de ano sem traumas e sem acidentes (DICAS):

Evite dirigir com excesso ou escassez de luz – em caso de via escura, o motorista pode se guiar pela faixa branca na lateral da pista. É preciso também ter cuidado com o farol alto, que ofusca o motorista na via de sentido oposto. O indicado é baixar a luz quando outro veículo se aproximar na pista contrária. 

Condições adversas de tempo – A neblina diminui a visibilidade. Recomenda-se ligar o farolete ou os ou faróis baixos e só parar em locais com acostamento, sinalizando com o pisca. Em caso de chuvas, a pista molhada diminui a aderência entre os pneus e o solo, o que pode gerar a aquaplanagem e perda de controle. Se isso acontecer, diminua a velocidade e freie com cuidado. 

Cuidado com a situação das estradas  Em caso de problemas na conservação das pistas é indicado adequar a velocidade às condições observadas, ter bastante atenção a desvios, trechos em meia pista ou sem acostamento e atenção redobrada em vias sem sinalização. 

Cuidados com o veículo – Fazer a manutenção periódica do veículo é uma das medidas preventivas: pneus (calibragem e desgaste), limpador de pára-brisas, quantidade de combustível, nível do óleo, condições das pastilhas de freio e funcionamento do motor são alguns dos itens que devem ser periodicamente checados. 

Condições do motorista – Fatores físicos como cansaço, visão ou audição comprometidas diminuem a atenção e aumentam os riscos de acidente. Comer demais ou deixar de se alimentar são atitudes que geram reflexos físicos não aconselháveis a um condutor. Fatores emocionais e psicológicos – nervosismo, tensão, inexperiência, excitação ou tristeza – também fazem o motorista perder o foco e principalmente dirigir com sono.

Como evitar colisões – Manter distância do carro da frente para dar espaço a reações bruscas, em caso de atitudes inadvertidas do outro motorista, sinalizar corretamente as conversões, quando em marcha ré, retroceder devagar e sempre observando os dois espelhos, direção e celular não combinam. Além de ser contra a lei atender ligações ao volante, o telefone desvia a atenção do condutor.

MSV / Foto: Blumenews

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