Luta antimanicomial terminou com passeata na Cinquentenário

Termina nesta sexta a semana da luta antimanicomial de Itabuna que já foi considerada um sucesso pela coordenação. A semana teve como foco a luta pela inserção social e liberdade de ir e vir dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial- CAPS. A programação contou com visita a órgãos públicos como a Prefeitura, a Câmara de Vereadores, o Fórum Rui Barbosa, a Biblioteca Municipal e o teatro Zélia Lessa, além de programação cultural.

“Toda a questão lúdica do evento, o jogo de futsal, o balé, o filme e a aula de dança serviram para mostrar que mesmo com um sofrimento psíquico eles são pessoas que têm possibilidades e habilidades, mesmo dentro de suas limitações” destacou a coordenadora do CAPS II, Adriana Emídio. Ela contou ainda que nos órgãos visitados foram muito bem recebidos e olhados de forma diferenciada, “foi muito proveitoso, em contato com a administração e as autoridades eles tiveram oportunidade de conhecer a estrutura dos lugares públicos”.

As últimas atividades para os usuários estão acontecendo no Teatro Zélia Lessa, uma palestra de Ari Rodrigues sobre o teatro como patrimônio histórico e cultural em Itabuna e uma aula de forró com o professor Urlei Lopes, coordenador do projeto Vem Dançar. Hoje pela manhã os participantes da semana da Luta Antimanicomial realizaram uma caminhada pela saúde mental, com o lema “reinserção é a solução”. Os usuários, familiares, estudantes de psicologia, psicólogos e o presidente da OAB de Itabuna, Andirlei Nascimento, caminharam pela Avenida do Cinquentenário buscando a conscientização contra o preconceito e em prol da reforma psiquiátrica e reinserção social.

José Carlos Imperial, psicólogo e representante da Rede Nacional Internúcleo da luta antimanicomial em Itabuna, esclareceu que o objetivo da caminhada foi chamar a atenção para o compromisso da reinserção e do cuidado para que as pessoas voltem a suas atividades normais, “é uma luta pela política de saúde mental para o Município” afirmou.

Adriana Emídio explicou que o progresso já identificado com o evento é que a sociedade pôde ver que eles são pessoas que podem freqüentar qualquer lugar, pois são cidadãos tanto de direitos como de deveres. “Abrimos a porta do CAPS e saímos, fomos bem recebidos, agora queremos ser lembrados também” destacou.

O coordenador do CAPS AD, Jeison James, destacou a evolução percebida durante essa semana “estamos vendo a percepção da sociedade de que o paciente do CAPS tem direito a acessar todos os espaços públicos em forma de igualdade. Eles se sentiram incluídos e viram que têm direitos”. No entanto, Jeison lembra que a luta não pára “além dessa semana o nosso projeto continua. É permanente e vamos continuar trabalhando para promover a reinserção social”.

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