DISLEXIA: Você consegue identificar tal problema?

A Dislexia é um problema ainda desconhecido para muitos pais e professores. Infelizmente, costuma ser detectada apenas com o início da alfabetização, pelo fato de seus sinais e sintomas estarem estritamente relacionados com a dificuldade em desenvolver com sucesso a linguagem oral e escrita. Por muito tempo, essa deficiência foi confundida com desmotivação ou inteligência baixa.

Quantas de nossas crianças não foram “taxadas” de “burras” ou preguiçosas na escola, por não conseguirem acompanhar o aprendizado do restante da turma?

A primeira característica comum a ser notada é a dispersão. Meninos e meninas não conseguem manter o foco em um jogo e demoram mais a falar e a organizar a linguagem de modo geral. Aprender as rimas das musiquinhas do jardim-de-infância é incrivelmente difícil, assim como montar um simples quebra-cabeça.

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia – ABD, somente em meados de novembro e dezembro, período de final de ano, é que muitos pais se dão conta de que o filho está com dificuldades no aprendizado e com grandes probabilidades de repetir o ano escolar.

Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.Ao contrário do que muitos pensam a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. É uma condição hereditária por alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Segundo a ABD, para quatro homens disléxicos, apenas uma mulher apresenta a doença. Tal fator ocorre por ser um problema também ocasionado pelo excesso de testosterona (hormônio masculino) produzido pela mãe durante a gestação.

Por ser um distúrbio genético e hereditário, os especialistas recomendam que as crianças que possuem pais ou outros parentes com dislexia sejam analisadas com cuidado.

A maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases –pois, para eles, cada termo lido acaba se parecendo com uma “nova palavra”.

É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas –isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.

Por Celine

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