BB quer ampliar parceria com os Correios em Banco Postal

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O Banco do Brasil (BB) e os Correios querem criar uma instituição financeira e, assim, ampliar os produtos e serviços oferecidos pelo Banco Postal. Atualmente, o correspondente bancário oferece serviços de abertura de conta-corrente, concessão de empréstimos, de cartão de crédito, pagamentos de benefícios e recebimento de contas.

Segundo o BB, a parceria atual é regida por regulamentação específica de correspondente bancário, o que restringe a ampliação dos negócios. A implantação do novo modelo permitirá ao Banco Postal oferecer novos produtos e serviços, como linhas de crédito específicas a exemplo do Financiamento Estudantil e microcrédito, seguros, capitalização, cartões pré-pagos e consórcios. Em vez do atual contrato com prazo determinado, a nova parceria será permanente.

Para o BB, o novo modelo de negócios também vai tornar o Banco Postal mais atrativo para a parcela da população sem acesso ao sistema financeiro, calculada em cerca de 55 milhões. A movimentação anual dessas pessoas é mais de R$ 600 bilhões.

“O Banco do Brasil sempre teve o desejo de estar presente em todos os municípios brasileiros”, disse o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu. Mas segundo ele, nem sempre é economicamente viável abrir uma agência em determinadas localidades por ser necessário um investimento muito alto. Com a parceria com os Correios, o BB amplia a presença nos municípios brasileiros. Atualmente, o banco está presente em cerca de 50% das cidades do país.

De acordo com o vice-presidente Jurídico dos Correios, Cleucio Nunes, a criação de um banco “sempre foi algo desejável”. “Mas começar um banco do zero seria um trabalho muito difícil”, acrescentou. A ideia agora é juntar a experiência dos Correios e do Banco do Brasil, com aproveitamento da estrutura física e tecnológica das duas instituições. Nunes acrescentou que é uma tendência mundial a criação de bancos dos Correios.

Abreu informou que o valor de investimento que o BB e os Correios terão que fazer para criar a nova instituição ainda não foi definido, mas “será pequeno”. De acordo com o banco, a iniciativa só foi possível após a promulgação da Lei 12.490, de 16 de setembro de 2011, que permitiu aos Correios participar de empresas e desenvolver serviços financeiros.

A intenção inicial é que o BB e os Correios tenham participações societárias iguais. A conclusão dos estudos deve ocorrer no segundo semestre de 2014.

O Banco do Brasil assumiu o Banco Postal em janeiro de 2012 ao ganhar a licitação, tomando o lugar do Bradesco. Já foram abertas 2,2 milhões de contas-correntes e realizadas mais de 200 milhões de transações nos 6.191 pontos de atendimento em 5.256 municípios brasileiros. O contrato é de cinco anos e seis meses, prorrogáveis por mais cinco.

O BB informou que a implantação do novo modelo dependerá ainda das autorizações regulatórias do Banco Central, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos ministérios da Fazenda, das Comunicações e do Planejamento, entre outros. A expectativa do BB é ter essas autorizações no segundo semestre de 2014. Agência Brasil

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